Fairy Soap – A Propaganda Racista de Sabonete de 1940

A propaganda de "Fairy Soap", um sabonete comercializado nos Estados Unidos, publicada em 1940, é um exemplo infame de como o racismo estava profundamente enraizado na publicidade e na cultura popular da época. Na imagem, uma garota branca pergunta para uma negra “Por que sua mãe não limpa você com sabão de fada (fairy soap)?”.

A propaganda de “Fairy Soap”, um sabonete comercializado nos Estados Unidos, publicada em 1940, é um exemplo infame de como o racismo estava profundamente enraizado na publicidade e na cultura popular da época. Na imagem, uma garota branca pergunta para uma negra “Por que sua mãe não limpa você com sabão de fada (fairy soap)?”.

A Propaganda de “Fairy Soap”

O anúncio de “Fairy Soap” publicado em 1940 apresentava uma imagem considerada altamente ofensiva e racista pelos padrões atuais. O anúncio mostrava duas crianças, e a violência estava na frase impressa: uma menina branca dirige à criança negra a pergunta “Why doesn’t your mamma wash you with Fairy Soap?”, como se a cor da pele fosse sujeira que o sabonete pudesse remover. A imagem era acompanhada de um texto que sugeria que a brancura estava associada à pureza, reforçando o estigma racial.

A mensagem implícita do anúncio era que a pele negra era indesejável e que o sabonete “Fairy Soap” tinha o poder de “purificar” essa condição. Esse tipo de publicidade explorava e reforçava a noção de que a brancura era o padrão de beleza e limpeza, enquanto a negritude era vista como algo a ser corrigido ou escondido. Isso perpetuava a ideologia racista que inferiorizava pessoas negras e valorizava a pele branca como superior.

Racismo na Publicidade Americana

Durante grande parte do século XX, a publicidade nos Estados Unidos frequentemente utilizava estereótipos raciais como uma estratégia de marketing. As empresas exploravam preconceitos raciais para promover produtos, muitas vezes retratando negros e outras minorias de maneira desumanizante. Essas representações reforçavam a segregação racial e as atitudes discriminatórias que prevaleciam na sociedade americana, especialmente no sul segregado e em outras partes do país

Referências Bibliográficas

  1. Bernstein, Robin. Racial Innocence: Performing American Childhood from Slavery to Civil Rights. New York University Press, 2011.
  2. McClintock, Anne. Imperial Leather: Race, Gender and Sexuality in the Colonial Contest. Routledge, 1995.
  3. Schröder, Nicole. “Commodifying Difference: Depictions of the ‘Other’ in Nineteenth-Century American Trade Cards.” Nineteenth-Century Contexts, v. 34, n. 2, 2012. https://doi.org/10.1080/08905495.2012.671668.
  4. “Why Doesn’t your mamma wash you with Fairy Soap? [Advertising card.]” Warshaw Collection of Business Americana, Archives Center, National Museum of American History, Smithsonian Institution, s.d. https://www.si.edu/object/archives/components/sova-nmah-ac-0060-s01-01-soap-ref661.

 

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20/08/2024

Conheça a propaganda racista de "Fairy Soap" de 1940 nos EUA, repleta estereótipos. Um exemplo de como a publicidade refletia o racismo institucionalizado.