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Manuscritos Iluminados – Os Droleries Durante a Idade Média

Manuscritos Iluminados – Os Droleries Durante a Idade Média

Durante a Idade Média, a arte frequentemente explorava temas religiosos e seculares. Contudo, nas margens dos manuscritos iluminados, os artistas tinham a liberdade de incluir imagens que desafiavam as normas puritanas da época. Obras como “The Maastricht Hours” são exemplos notáveis dessa prática, apresentando ilustrações que, à primeira vista, parecem bizarras ou inapropriadas, mas que fornecem uma visão intrigante da mentalidade medieval.

O Contexto dos Manuscritos Iluminados e Ilustrações Medievais

Manuscritos iluminados eram geralmente encomendados por instituições religiosas ou pessoas ricas. As páginas desses manuscritos, além de textos religiosos e seculares, frequentemente continham margens decoradas com imagens que poderiam ser consideradas humorísticas ou indecorosas. Estas ilustrações eram conhecidas como “droleries” e muitas vezes apresentavam cenas cômicas, criaturas fantásticas e figuras grotescas.

A inclusão de imagens humorísticas e satíricas nos manuscritos medievais mostra que a sociedade da época tinha uma apreciação pelo humor. As ilustrações funcionavam como uma válvula de escape, permitindo que artistas e espectadores abordassem temas tabus de maneira lúdica. Este uso do humor também ajudava a humanizar os textos religiosos, tornando-os mais acessíveis e relevantes para os leitores da época.

The Maastricht Hours

"The Maastricht Hours", um manuscrito do século XIV, é famoso por suas margens ricamente decoradas.

“The Maastricht Hours”, um manuscrito do século XIV, é famoso por suas margens ricamente decoradas.

“The Maastricht Hours”, um manuscrito do século XIV, é famoso por suas margens ricamente decoradas. Entre as ilustrações, encontram-se figuras humanas em posturas e situações inusitadas, animais antropomorfizados e cenas que parecem irreverentes. Estas imagens fornecem um contraste interessante com os textos religiosos centrais, sugerindo que, apesar do conteúdo sagrado, havia espaço para humor e crítica social na arte medieval.

Referências
Camille, Michael. Image on the Edge: The Margins of Medieval Art. Harvard University Press, 1992.
Parker, Elizabeth C. The Cloisters Cross: Its Art and Meaning. Metropolitan Museum of Art, 1994.
Stokstad, Marilyn. Medieval Art. Westview Press, 2004.
Wieck, Roger S. Painted Prayers: The Book of Hours in Medieval and Renaissance Art. George Braziller, 1997.
Williams, Jane Welch. Bread, Wine, and Money: The Windows of the Trades at Chartres Cathedral. University of Chicago Press, 1993.
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