O soldado na imagem tentava incessantemente resgatar uma jovem mulher e sua filha de apenas de um ano de escombros de um edifício colapsado na região de Morelos, causado pelo terremoto que atingiu o México dia 19 de setembro e atingiu a escala de 7,1 graus na escala Richter.
Após dedicado esforço, a equipe de resgate não conseguiu retirar mãe e filha dos escombros com vida, causando no soldado uma reação de desespero. Segundo testemunhas, o militar “gritou com dor palpável e insuportável, irrompendo a garganta com seus gritos e suas lágrimas brotaram como se as pessoas mortas fossem do seu próprio sangue“. Na imagem, se vê a expressão de dor do soldado, com alguns voluntários ao seu redor tentando consolá-lo. Uma cena comovente onde se vê a figura de um militar atipicamente registrado como um elemento tão vulnerável.
Marco Gil Veja era marido e pai das vítimas, sua esposa Sam e sua pequena filha Sofia. Segundo Gil, a atitude do militar mexeu com seu “coração que, embora destroçado… ficará grato por toda a vida”. Gil Veja é professor na Universidade del Valle de México e também era, junto com sua falecida esposa, proprietários de um estúdio fotográfico. Além de Sofia, Gil também possui um filho mais velho. No Facebook, Gil Vela agradeceu o apoio de voluntários e das Forças Armadas e agradeceu o esforço desmedido do soldado “anônimo”.
O terremoto de 2017 no México
Em 19 de setembro de 2017, um poderoso terremoto de magnitude 7,1 abalou o México, causando devastação significativa na Cidade do México e nos estados de Morelos e Puebla. O tremor ocorreu exatamente 32 anos após o devastador terremoto de 1985, uma coincidência que trouxe à tona memórias dolorosas e aumentou o impacto emocional do desastre. O sismo resultou no colapso de dezenas de edifícios, incluindo escolas, hospitais e complexos residenciais, deixando milhares de pessoas desabrigadas. A resposta imediata ao terremoto envolveu operações de resgate intensivas, com equipes trabalhando dia e noite para salvar sobreviventes presos nos escombros.
Impacto
O terremoto de 2017 destacou a vulnerabilidade da infraestrutura urbana do México, apesar das melhorias feitas após o desastre de 1985. Muitas construções ainda não atendiam aos padrões de resistência sísmica, resultando em colapsos catastróficos. Além das perdas humanas, os danos econômicos foram extensivos, afetando negócios, residências e serviços públicos essenciais. O desastre também revelou a força da solidariedade comunitária, com cidadãos comuns, voluntários e organizações de todo o país se unindo para apoiar as vítimas e participar dos esforços de resgate e recuperação.
Aprendizados e repercussões
Contudo, o terremoto de 19 de setembro de 2017 também impulsionou iniciativas para melhorar a preparação e resposta a desastres naturais no México. A tragédia reforçou a importância de sistemas de alerta precoce eficazes, planos de evacuação bem definidos e educação pública sobre segurança sísmica. O evento serviu como um lembrete da necessidade contínua de investir em infraestrutura resistente a terremotos e promover práticas de construção seguras. A resposta ao terremoto demonstrou a resiliência do povo mexicano e destacou a importância de uma abordagem coordenada e integrada para enfrentar desastres naturais.
Referências Bibliográficas
- ADN40 (TV Azteca). “El Soldado en Llanto que ha Conmovido a México.” 24 set. 2017.
- Melgar, D., et al. “Bend Faulting at the Edge of a Flat Slab: The 2017 Mw7.1 Puebla-Morelos, Mexico Earthquake.” Geophysical Research Letters, vol. 45, no. 6, 2018, pp. 2633-2641. https://doi.org/10.1002/2017GL076895.
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